Tenho um feitio, que não é defeito é mesmo feitio!
Nunca fui pessoa de meias medidas. Para mim não há meios termos.
Não gosto do vamos ver, não gosto do a ver veremos. Gosto do que é. Gosto do que é de facto.
Não tenho paciência para corda bamba, não tenho paciência para a incerteza ou para não saber o que todas as pessoas já sabem.
Gosto de verdades.
Gosto das coisas como elas são puras e duras. Gosto de florear, mas sempre consciente.
Não gosto que me enrolem numa conversa sem sentido. Não gosto que me usem, não gosto de me sentir usada. Não gosto de me induzam em erro. Não gosto do supérfluo.
Gosto dos que sentem, dos que têm urgencia de viver, dos que sabem o que querem, dos que se fazem presentes só porque sim, só porque isso nos faz bem.
Gosto dos que sentem, dos que têm urgencia de viver, dos que sabem o que querem, dos que se fazem presentes só porque sim, só porque isso nos faz bem.
Vejo as coisas como são e quando me dizem que são ao contrário, mesmo sabendo que tenho razão, faz-me sentir uma espécie de turbilhão dentro de mim.
Dou por mim a pensar, que querem estas pessoas da vida, para conseguirem andar nesta incerteza. Custa-me sentir coisas que não quero sentir.
Faz-me espécie o agora estou aqui e amanhã já não estou. Faz-me espécie o agora estou para ti e amanhã já não estou. Faz-me espécie o control que se fazem aos sentimentos. Faz-me espécie pessoas que não se permitem sentir.
Tudo isto me faz espécie, porque não percebo. Porque não compreendo. E quando isso acontece, o feitio que não é defeito, é feitio vem ao de cima e torno-me naquela pessoa, que gosto menos.
A pessoa que ontem deu tudo e amanhã já não dá mais nada.


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