sexta-feira, 26 de maio de 2017

Soneto do amor total


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. 
 
Vinicius de Moraes 

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segunda-feira, 22 de maio de 2017



Caramba que é hoje!






Afecto, nos dois sentidos

Só assim me faz sentido. Ninguém é feliz só dando. Ninguém. Pelo menos não eu. Eu recebo e adoro. Não o espero, é um facto. Mas quando acontece, abraço de tal forma, que o afecto me preenche. Ontem num dia doloroso, em que uma das pessoas mais fortes que conheces, te parece frágil. Sempre gostei dele. Temos turras, mas acho que é uma pessoa de um coração enorme. E é muito mais frágil do que possa parecer. É uma pessoa cheia de afecto, apenas contido. Penso eu. E gosto dele. Ontem ia no caminho e a pensar no que ia encontrar, como o ia encontrar. Gosto de dar colo. Gosto de gostar de boas pessoas. Ele é uma boa pessoa. Mesmo. É o que sinto. E quando gostamos das pessoas, não gostamos de as ver sofrer. Liguei para todos os nossos, do nosso núcleo duro, que vieram prontamente. Ele não tem noção do quanto as pessoas lhe querem bem, o quanto gostam dele. Porque gostam. Uma coisa é ser o Boss, outra é ser o T. E o T, é  muito mais do que ele nos quer mostrar. Mas nós gostamos muito dele, e disso não tenho dúvidas. Porque o vemos. Eu a nostálgica de serviço, saudosista do caraças, quase que chorava quando via os meus meninos chegarem, um a um. Um a um. Abraços bons. Cada um no meu coração, com recordações tão boas. Olhos azuis, que creceram comigo. Risos de cumplicidade. E todos ali, por um. Porque sendo todos nós complicados, feitios rebuscados, temos uma coisa em comum, gostamos muito um dos outros. E ontem, mais uma vez se comprovou. Ontem não havia o boss, não havia os ex, os novos...ontem havia tucanada por todo o lado. Nuns abraços bons de dar. Numa boa conversa de se ter. Numa partilha de dor, para que o outro suporte melhor. E a beleza da vida é esta. Não nos vermos há 4 anos, ligamos e todos aparecem. Porque está em nós o afecto pelo outro. O Afecto, a vivência, os tempos que nos marcaram. Somos feitos de afectos, de amor. E de partilha. E eu tenho um orgulho imenso dos meus meninos, dos meus queridos amigos estarem sempre a postos, sempre. Num apoio, numa conversa, num telefonema. Estamos sempre. Sempre ligados. Ontem fiquei com o coração aconchegado. E espero que tenhamos dado força a quem dela muito precisa. A dor é avassaladora. Q perda não perdoa. Os dias seguintes, são piores. O que nos salva é o amor. Sem dúvida.


" a gorda, o monhé, o preto, o paneleiro, o cigano ou a coxa com buço"

Encontrei este texto na net, e faz-me muito sentido. Faz-me muito sentido, porque me toca. E quando é connosco, tudo é diferente. Tudo.

Gostaria muito que as pessoas vissem para lá de um fisico, gostaria muito que as pessoas amassem por amar.

Todos perfeitos, cheios de imperfeições!

Não se magoa ninguém, só por que sim. Nem porque sim, nem porque não! Não se magoa, ponto final. duas vezes.

"O discurso do ódio faz-me sempre muita confusão.
E faz mais ainda quando é dirigido contra pessoas que, objectivamente, não interferem ou não prejudicam diretamente as nossas vidas – é o caso dos artistas.
Eu percebo que se deteste um político e se faça gala nisso porque ele mexe com as nossas opções e o nosso modo de vida. Em todo o mundo há quem deteste o Trump ou o Putin da mesma forma que há quem tenha detestado (ou ainda deteste) o Obama ou o Gorbachev.
Mas não percebo que se odeie um artista plástico ou um actor ou um músico cuja obra seria sempre tão fácil de ignorar, e deixar os sentimentos mais intensos e a indignação para combates que valham a pena.
Ainda por cima a sociedade costuma comportar-se em matilha – quando um ataca, surge logo uma turba de gente odiar e banquetear-se no fel.
Vem isto a propósito da mais recente onda de indignação contra a Joana Vasconcelos por causa da inauguração de uma obra sua no Santuário de Fátima.
É perfeitamente legítimo que não se goste da obra “Suspensão” e também é legítimo que não goste dela enquanto artista.
Mas algo completamente diferente é atacar uma pessoa por causa de uma característica pessoal (neste caso física) que nada tem a ver com a sua obra.
Pode não se gostar da obra da Joana Vasconcelos ou das opções políticas do António Costa ou das piadas do Eddie Murphy ou dos sketches do Monchique ou das trivelas do Quaresma ou dos quadros da Frida Kahlo.
Mas eles nunca poderão ser a gorda, o monhé, o preto, o paneleiro, o cigano ou a coxa com buço.
Isso não é ser crítico, é só ser uma besta, é só ser preconceituoso.
Não dá para achar indecente que o Trump tenha gozado com um jornalista deficiente e depois vir chamar publicamente gorda à Joana Vasconcelos.
Provavelmente as pessoas que enchem as redes sociais com ataques à “gorda” julgam-se incapazes de um ataque racista contra o Obama e nem chegam a perceber que estão no mesmíssimo patamar de incivilidade.
Aliás, muitos dos que se divertem a chamar gorda à Joana Vasconcelos ficariam provavelmente indignados se vissem um bando de miúdos a gozar com uma qualquer Joaninha Vasconcelos gorda de 8 ou 10 anos.
Acredito que muitos dos que se dedicam ao cyberbullying contra a Joana Vasconcelos ficam muito impressionados quando um caso de cyberbulling acaba mal e aparece nas notícias.
Julgar negativamente uma obra é um exercício de crítica mas atacar pessoalmente o artista é um exercício de violência gratuita.
É odiar a pessoa e não acrescentar nada.
É uma merda."

domingo, 21 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017






Podia ser tão fácil, que chega a ser difícil 
Podia ser, o que não foi
Sensação de perda, de um fim próximo
A sensação de sono profundo
Que me acordem depois de lá
Num sítio meu, muito meu
Onde sorrimos os dois, juntos
Adoro, o nosso vibrar
A partilha de um bem-querer, num fim eterno
De mão dada
Choro de alegria
Tempo que não tem horas
Que apenas te tem
Para sempre,
Comigo.
És parte de mim, 
Sabes do que sou feita,
Demais imperfeita.
És quase um eu, melhorado
És o descanso de um sobressalto
És compaixão de comover
És tudo o que não pensas ser.
Quase, como se fossemos um só.
Podia ser fácil, embora chegue a ser difícil
Sempre que me lembro de cada detalhe teu fico a sorrir,
Fico a sorrir sempre que me lembro de ti, de cada detalhe teu.

quarta-feira, 17 de maio de 2017




Há pessoas que me inspiram a ser tão mais
Gosto de absorver coisas tão boas e tão positivas do que vejo
E mesmo assim, sinto que não me chega
Não consigo perceber
Não consigo respirar
Não consigo gerir o que não percebo
Não sei porque me sinto agitada
Não percebo porque uso o não tantas vezes
Eu vi e sinto
Eu senti bem o que vi
Os olhos
Eras tu
Sinto-te a falta
O cheiro 
Sinto-te tanta falta
Muito, mais do que aquela que percebo sentir
Não gosto dela
Não gosto do mal que me faz sentir
Não gosto de me ver lá distante
No final de não existir
E respiro, vezes e vezes sem conta
E não percebo o que se passa
Falta-me o ar
Todo o corpo se contrai 
Preparado para se libertar
num rio imenso
que me liberta, que me faz acalmar
numa incerteza do que vem
do que vai ficar.
Eu vi-te
E senti
E sinto-te muito pouco do que deveria ter sentido
Quero-te muito mais do que aquilo que te quis
E amo-te muito mais do que pensei que amasse
Vi-te 
E viverás sempre, para sempre para mim
E em mim
Mesmo que tudo seja um não
Mesmo que me sinta agitada
Mesmo que em mim, muitos rios corram
Agarro-me a ti
Aos teus olhos
obrigo-me a inspirar em tudo o que me mantenha a respirar
Obrigo-me a pensar que tudo será
O que tiver de ser
Mesmo agitada
sem ter como acreditar que a vida é amor
Eu vi-te
E amo-te muito, mais que muito
Para todo o sempre.  
Amo-te.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Já percebi porque ganhamos e porque o Salvador encantou....

Uma pessoa, quando não almoça, navega.

Eu estava curiosa para ver as antigas musicas...e não é bom...

Exageramos e muito.... mesmo!

Isto é demais!










Depois há isto...





Nem sei como passou em Portugal. Nem sei como deixaram esta música chegar a Kiev... Espero que os padrinhos acabem, porque música de plástico, vazia, já foi moda há muito tempo. Chega de copiar o que achamos que será bom.  Parabéns a quem bateu o pé, fez força para isto acontecer...
Guardem todas as outras para as festas da terriola, que são boas, e eu gosto. Mas lá, na minha terriola. E uma vez por ano, durante minutos no meio de toda a confusão.

Para amar, sentir,  que venham mais Salvadores, mais Luisas. Coisa mais boa, fechar os olhos e sentir esta bela melodia!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Este homem inspira-me a fazer mais e melhor! Que pessoa tão bonita!

http://sic.sapo.pt/Programas/altadefinicao/videos/2017-05-07-Alta-Definicao-com-Salvador-Sobral

Sinceramente! É uma pessoa fascinante. Mesmo.

Salvadorable


Ganhamos todos! Ganhou o Amor!

Amar Pelos Dois

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois




Estou tão feliz! Ganhamos em bom, com muito Amor e humildade!

sábado, 13 de maio de 2017