Sem dormir. Mas reconfortada. Desperta. Sentidos em alerta, aguçados. Quebra numa rotina muito minha, muito nossa, numa música que não se quer desafinada, numa vida que se quer alinhada. Andar atordoada, num cinzento sem cor, num preto sem branco. Perdida. Encontro-me. Respiro, várias vezes, respiro vezes sem conta. Respiro a amizade, o amor, a felicidade, o bichinho na barriga que me deixa num grande frenesim. Hesito uma, duas vezes. Penso muito, tanto, que por vezes é demais. Demais para quem quer sonhar. E sinto-me viver. Sinto-me a rir. A rir de verdade, a rir dentro de mim, a rir como não me ria à muito. O prazer. A alegria. A Amizade. E viver. Viver com quem faz parte de nós. E perceber que crescemos, que vemos as mesmas coisas de forma diferente. Que tudo pode ser efetivamente melhor. Que a vida te permite respirar, te permite viver. E rir. E eu adoro rir.
 

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