M-Day



Daqui a uns meses, faz um ano que fiquei a saber que fazias anos. Eu ligo a esta coisa dos aniversários, do comemorar, das crianças, dos bolos, do cantar, do beijar e abraçar. Reclamei na altura, lembro-me bem que o dia tinha passado e eu nem sabia, que nem sequer me disseste. Em jeito de um cala-te mulher, que já não te posso aturar, consegues dizer que para o ano há mais. Passou um ano. E há uns meses para cá, muita coisa mudou. Quer dizer mudou tudo. O tal desejo que seria para dar este ano, ficaria outra vez esquecido. Pensava várias vezes qual seria o dia, não tinha certeza. Tinha três hipóteses, o 27, 30 e 31. Pensei em agendar um post. Dar os parabéns à revelia, como um não quero saber que tenha acontecido o que aconteceu, eu dou na mesma. Mas depois de tanto pensar, repensar e pensar novamente achei por bem não colocar. Achei por bem deixar passar. Talvez esquecer, como me esqueceram. E fiquei sentida. Mesmo sentida. E não sei explicar o porquê. Mas foi o que senti. Entretanto a vida tem coisas que não se conseguem explicar, que nem se percebe o porque de acontecerem. E a oportunidade voltou. O post surgiu. Cumpri o que tinha apontado mentalmente na minha cabeça. Desejar-te um feliz aniversário! Cheio de alegria, de coisas boas, perto de todos aqueles que te querem bem. E imagino-te a sorrir, a cantar, a apagar as velas, a beijar e abraçar os teus. É fácil imaginar. É como se te conhecesse, mesmo sem te conhecer. Um feliz ano novo!


Comentários

Casaert disse…
há dias que deixam de ser dos outros, e passam também a ser um pouco nossos para sempre, vivem nas nossas recordações agendadas na nossa mente.

Bj
Solana disse…
Sem dúvida, sem dúvida!

Beijinho
Anónimo disse…
nÃO VALE A PENA GUARDAR RESSENTIMENTOS...
Solana disse…
Olá Til! Nada disso não guardo ressentimentos, sinto-me feliz e agradecida por ter conseguido fazer o que pensei durante um ano! Beijinhos

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